Ponto de Observação Celeste

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Após algumas entrevistas com alunos da UFMG a respeito do terreno que sediará a Escola de Arquitetura, diferentes demandas da microrregião foram levantadas. A maior necessidade apresentada foi a de um espaço de convivência, seguido por áreas para estudar, além disso, as entrevistas mostraram, também, a demanda por preservar algumas características existentes no local: deveria ser mantida a paisagem arbórea e a particularidade do terreno de abrigar práticas coletivas (ex: Na Tora; recepção de calouros). Não menos importante, espaços para relaxar e uma configuração do objeto arquitetônico que proporcionasse maior contato com a natureza foram duas outras requisições.

Logo, buscando atender as demandas citadas, o POC surge como um espaço coletivo para práticas astronômicas de observação do céu noturno. Sua infraestrutura conta com espaços para convivência, vista de 360º do campus, e áreas para que alunos desenvolvam seus estudos em contato mais direto com a natureza. Além do mais, há espaços para relaxar e dormir, que à noite tornariam-se, também, acomodações para observar o céu.

A escolha pela atividade ocorreu devido ela possuir um grande potencial agregador de pessoas, motivar o contato do participante com a natureza, além de ser uma prática de caráter noturno, que viabilizaria a movimentação de pessoas na região, em um intervalo de tempo em que o local se encontra ermo. Possibilitando, dessa forma, um uso rotativo e atendendo às necessidades apontadas.

Corte Longitudinal

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[Hebert] POC: Sistematização do Projeto

POC

A configuração do espaço interno do projeto está parcialmente resolvida, sendo necessário ainda pensar sobre a localização do pequeno recinto que acolherá o responsável administrativo, e se haverá acesso ao terraço por escadarias internas. Quanto ao espaço externo, ainda é crucial seu desenvolvimento, principalmente o da área de estudos, do local onde a sala de aula se estende (quando necessário), e, já no terraço, da articulação dos volumes que abrigarão a engrenagem do elevador, a caixa d’água e os equipamentos de astronomia.

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Localização da edificação no terreno

[Hebert] POC – Obras Análogas

O Rindal Star Cube, projeto desenvolvido por um grupo de estudantes na NTNU (Univeridade de Ciências e Tecnologia da Noruega), em uma disciplina de construção em madeira, foi o responsável por me convencer que 200m² seria mais que suficiente para produzir um espaço de observação agregador e que atendesse os atributos levantados durante as entrevistas. A volumetria cubica da obra apresenta 5m² de face e uma configuração espacial interna bem interessante:

Rindal Star Cube from erik hadin on Vimeo.

Para proporcionar uma boa visão do campus, o POC possuiria uma torre de observação. Na paisagem, essa torre deveria ser o menos imponente possível e deveria ter uma estrutura relativamente simples, tendo em vista isso, uma das obras análogas que encontre foi a Torre de Observação Lommel, localizada em uma reserva natural no município de Lommel, na Bélgica. Embora possua suas qualidades, a torre não apresenta um desenho acessível às pessoas portadoras de necessidades especiais de locomoção:

Outra torre que se permeia na paisagem, e que tem me levado a pensar em como projetar tal estrutura que possua um  elevador, para torna-la acessível, e que não seja imponente é a Torre de observação de Merkinė, do escritório Arvydas Gudelis, localizada na Lituânia:

Em Northumberland, no Reino Unido, o escritório Charles Barclay Architects desenvolveu o observatório Kielder. Datado de 2008, a edificação apresenta 222,0 m², o que me norteou quanto a dimensão do meu projeto. Apresentando uma volumetria longitudinal, a obra tem como material predominante a madeira, material que também tenho interesse em utilizar no POC.

Para terminar, encontrei um projeto de cobertura externa aos moldes do que pretendo projetar: o Pavilhão do Condado de Johnson Sunset Drive. Basicamente, desenvolvido para revitalizar socialmente o espaço externo do entorno de um edifício de agências civis, oferecendo um espaço ao ar livre para encontros e reuniões:

[Hebert] Ponto de Observação Celeste

ô          Após algumas entrevistas com alunos da UFMG a respeito do terreno que sediará a Escola de Arquitetura, pude levantar algumas demandas da microrregião que encaminharam-me à escolha da proposta. A maior necessidade apresentada foi a de um espaço de convivência, seguido por áreas para estudar, contudo as entrevistas mostraram, também, a demanda por preservar algumas características existentes no local: deveria ser mantida a paisagem arbórea e a particularidade do terreno de abrigar práticas coletivas (ex: Na Tora; recepção de calouros). Além disso, espaços para relaxar e uma configuração do objeto arquitetônico que proporcionasse maior contato com a natureza foram duas outras requisições.

         O terreno apresenta algumas características de cunho físico e de uso que foram importantes para a decisão do projeto. A área de maior altimetria, próxima ao Restaurante Universitário, proporciona uma interessante visão do Mineirão e do Edifício da Reitoria, além de possibilitar a visão para o oeste, consequentemente, para o pôr do sol (através de uma conversa com uma pedagoga formada na FAE, inclusive, fui informado de que era comum pessoas frequentarem o local a fim de ver o sol se pondo). A presença de pessoas na região varia consideravelmente, apresentando um maior pico durante os horários das principais refeições do dia: café da manhã, almoço e jantar. Em contra partida, após a janta ser servida, o número de pessoas que circulam ali se reduz drasticamente, principalmente pela ausência de atividades no entorno naquele período e pela carência de iluminação.

          Sendo assim, o POC seria um espaço coletivo de observação do céu e horizonte, de estudos autogeridos pela manhã e tarde (exceto em ocasiões específicas, como fenômenos que ocorram pelo dia) e com orientação no período noturno por detentores de saberes do céu e dos astros, que basicamente lecionariam à comunidade e debateriam sobre o universo. A escolha pela atividade ocorreu devido ela possuir um grande potencial agregador de pessoas, motivar o contato do participante com a natureza, além de ser uma prática de caráter noturno, que viabilizaria a movimentação de pessoas na região, em um intervalo de tempo em que o local se encontra ermo. O Ponto ofereceria espaços para convivência, com vista de 360º do campus, e áreas para que alunos desenvolvessem seus estudos em contato mais direto com a natureza. Além disso, existiriam espaços específicos para relaxar e dormir, que à noite tornariam-se, também, acomodações para observar o céu. Possibilitando, dessa forma, um uso rotativo  e atendendo às necessidades apontadas.

TERRENO
Área escolhida para desenvolver o projeto.