[Hebert] Ponto de Observação Celeste

ô          Após algumas entrevistas com alunos da UFMG a respeito do terreno que sediará a Escola de Arquitetura, pude levantar algumas demandas da microrregião que encaminharam-me à escolha da proposta. A maior necessidade apresentada foi a de um espaço de convivência, seguido por áreas para estudar, contudo as entrevistas mostraram, também, a demanda por preservar algumas características existentes no local: deveria ser mantida a paisagem arbórea e a particularidade do terreno de abrigar práticas coletivas (ex: Na Tora; recepção de calouros). Além disso, espaços para relaxar e uma configuração do objeto arquitetônico que proporcionasse maior contato com a natureza foram duas outras requisições.

         O terreno apresenta algumas características de cunho físico e de uso que foram importantes para a decisão do projeto. A área de maior altimetria, próxima ao Restaurante Universitário, proporciona uma interessante visão do Mineirão e do Edifício da Reitoria, além de possibilitar a visão para o oeste, consequentemente, para o pôr do sol (através de uma conversa com uma pedagoga formada na FAE, inclusive, fui informado de que era comum pessoas frequentarem o local a fim de ver o sol se pondo). A presença de pessoas na região varia consideravelmente, apresentando um maior pico durante os horários das principais refeições do dia: café da manhã, almoço e jantar. Em contra partida, após a janta ser servida, o número de pessoas que circulam ali se reduz drasticamente, principalmente pela ausência de atividades no entorno naquele período e pela carência de iluminação.

          Sendo assim, o POC seria um espaço coletivo de observação do céu e horizonte, de estudos autogeridos pela manhã e tarde (exceto em ocasiões específicas, como fenômenos que ocorram pelo dia) e com orientação no período noturno por detentores de saberes do céu e dos astros, que basicamente lecionariam à comunidade e debateriam sobre o universo. A escolha pela atividade ocorreu devido ela possuir um grande potencial agregador de pessoas, motivar o contato do participante com a natureza, além de ser uma prática de caráter noturno, que viabilizaria a movimentação de pessoas na região, em um intervalo de tempo em que o local se encontra ermo. O Ponto ofereceria espaços para convivência, com vista de 360º do campus, e áreas para que alunos desenvolvessem seus estudos em contato mais direto com a natureza. Além disso, existiriam espaços específicos para relaxar e dormir, que à noite tornariam-se, também, acomodações para observar o céu. Possibilitando, dessa forma, um uso rotativo  e atendendo às necessidades apontadas.

TERRENO
Área escolhida para desenvolver o projeto.

[Samantha] Espaço de Vivência

Nome do projeto: Espaço de Vivência UFMG

Justificativa:

Em decorrência do diálogo estabelecido com alunos, funcionários e frequentadores da UFMG, bem como do posicionamento do terreno, percebeu-se a viabilidade de um Espaço de Vivência, visto que o Campus abriga diferentes tipos de convívios e interações socioespaciais potencialmente estimuláveis.

Nesse contexto, as principais questões levantadas apontavam para a ineficiência da articulação de serviços e informações ao longo do Campus, assim como para a falta de um ambiente coletivo com funcionamento flexível, cuja administração fosse menos burocrática. Além disso, imersas em suas rotinas, muitas pessoas não pensam sobre o espaço no qual passam a maior parte do seu dia, cientes apenas de suas rotas diárias, construídas em função das salas de aula que frequentam. Ainda, a escolha do local de implantação da edificação deveu-se à proeminência dos elementos da paisagem natural circundante (vegetação e desníveis do terreno) e à sua posição estratégica, fazendo parte do trajeto de inúmeras pessoas.

Dessa forma, pretende-se, com a implantação do Espaço de Vivência UFMG, auxiliar a Universidade na distribuição de serviços e informações. Trata-se de um ponto de referência coletivo cuja principal premissa será sensibilizar as pessoas para uma dimensão humana que extrapole o universo acadêmico, valorizando, assim, aquilo que é inerente ao espaço público, ao lazer, ao ócio e à paisagem circundante.

planta a

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