[Letícia Dumont] CAE- Centro de Auxílio ao Estudante

A partir de entrevistas feitas com estudantes e funcionários do campus,
questionando-os sobre suas necessidades e opiniões sobre o local, surgiram
algumas sugestões como a criação de espaços de exposição de arte, festas,
laboratórios para cursos, e críticas sobre a falta de mapas e informações, de
espaços para estudo fora das salas e a infraestrutura de alguns banheiros.
Entretanto, a principal demanda relatada foi a falta de um espaço de
convivência e socialização entre os estudantes dos diversos cursos da
faculdade, e não separados em seus respectivos prédios.

Nesse sentido, analisando os dados coletados, optei em criar um Centro de
auxílio aos estudantes, sendo esse um edifício que abrigaria algumas
necessidades requisitadas pelos alunos, como por exemplo uma sala de
estudos e outra de descanso, vestiários, enfermaria e, principalmente, um espaço
de convivência que permitiria a socialização dos estudantes de todos os
cursos, sendo esse beneficiado também pelo fato de o terreno estar localizado
perto de um dos restaurante universitários, o que atrai alunos e funcionários de todas as áreas e prédios para o local.

Dessa forma, os indivíduos que frequentam o campus poderiam usufruir de algumas necessidades que ainda faltam no local, sem receio ou timidez de entrar em edifícios de outros cursos, mas sim criando novos laços de amizades e socialização entre todos os estudantes e funcionários.

Localização no terreno:

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[Hebert] Ponto de Observação Celeste

ô          Após algumas entrevistas com alunos da UFMG a respeito do terreno que sediará a Escola de Arquitetura, pude levantar algumas demandas da microrregião que encaminharam-me à escolha da proposta. A maior necessidade apresentada foi a de um espaço de convivência, seguido por áreas para estudar, contudo as entrevistas mostraram, também, a demanda por preservar algumas características existentes no local: deveria ser mantida a paisagem arbórea e a particularidade do terreno de abrigar práticas coletivas (ex: Na Tora; recepção de calouros). Além disso, espaços para relaxar e uma configuração do objeto arquitetônico que proporcionasse maior contato com a natureza foram duas outras requisições.

         O terreno apresenta algumas características de cunho físico e de uso que foram importantes para a decisão do projeto. A área de maior altimetria, próxima ao Restaurante Universitário, proporciona uma interessante visão do Mineirão e do Edifício da Reitoria, além de possibilitar a visão para o oeste, consequentemente, para o pôr do sol (através de uma conversa com uma pedagoga formada na FAE, inclusive, fui informado de que era comum pessoas frequentarem o local a fim de ver o sol se pondo). A presença de pessoas na região varia consideravelmente, apresentando um maior pico durante os horários das principais refeições do dia: café da manhã, almoço e jantar. Em contra partida, após a janta ser servida, o número de pessoas que circulam ali se reduz drasticamente, principalmente pela ausência de atividades no entorno naquele período e pela carência de iluminação.

          Sendo assim, o POC seria um espaço coletivo de observação do céu e horizonte, de estudos autogeridos pela manhã e tarde (exceto em ocasiões específicas, como fenômenos que ocorram pelo dia) e com orientação no período noturno por detentores de saberes do céu e dos astros, que basicamente lecionariam à comunidade e debateriam sobre o universo. A escolha pela atividade ocorreu devido ela possuir um grande potencial agregador de pessoas, motivar o contato do participante com a natureza, além de ser uma prática de caráter noturno, que viabilizaria a movimentação de pessoas na região, em um intervalo de tempo em que o local se encontra ermo. O Ponto ofereceria espaços para convivência, com vista de 360º do campus, e áreas para que alunos desenvolvessem seus estudos em contato mais direto com a natureza. Além disso, existiriam espaços específicos para relaxar e dormir, que à noite tornariam-se, também, acomodações para observar o céu. Possibilitando, dessa forma, um uso rotativo  e atendendo às necessidades apontadas.

TERRENO
Área escolhida para desenvolver o projeto.