[Elisa] Centro de Movimento Artístico

Após pesquisas de demandas, entrevistas com os usuários do Campus Pampulha e uma conversa com o Prof. Maurício, levantou-se a necessidade de um espaço cultural onde os atuantes nos vários cursos da Universidade Federal de Minas Gerais possam trocar conhecimentos, informações, experiências e ideias. Acredito que o diálogo entre os variados campos venha a criar maravilhosos e importantes resultados para a Universidade como um todo e, visto isso, elaborei o que chamei de CeMA.

O Centro de Movimento Artístico da UFMG (CeMA – UFMG) é um espaço voltado para a expressão cultural e artística da comunidade dentro da Universidade. Composto de um teatro, um salão de exposições e uma sala de dança, o CeMA é dos usuários para os usuários. Alunos, professores e/ou funcionários podem usufruir dos ambientes que proporcionam, principalmente, o movimento, seja do corpo, da voz, da mente, da criatividade ou do conhecimento.

O teatro foi pensado com o propósito de receber apresentações de todas as naturezas, até onde a natureza do espaço fechado e estruturado (e de quem o ocupar) puder imaginar e comportar. O salão de exposições foi proposto com o intuito de abrigar exposições de trabalhos, projetos e ideias vindos de todos os campos do conhecimento e da imaginação, que buscam atingir e se apresentar para os diversos outros. Em adição, a sala de dança é um espaço que visa a prática de uma das mais lindas formas de expressão do corpo, em todas as suas modalidades e além. Além disso, é um espaço aberto para outros tipos de ensaios e ocupações. Dessa maneira, o CeMA integra as distantes e divididas Faculdades distribuídas ao longo do vasto Campus, fazendo um intercâmbio de ideias e conhecimentos.

A localização escolhida para a implantação deste espaço foi a demarcada na figura abaixo devido a alguns motivos. Dentro do terreno determinado, é o local mais próximo ao complexo de prédios de Humanidades e à Escola de Belas Artes. Além disso, é um ponto cercado por árvores e com uma leve inclinação de nível – o que favorece a implantação de um teatro.

Localização

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[Hebert] Ponto de Observação Celeste

ô          Após algumas entrevistas com alunos da UFMG a respeito do terreno que sediará a Escola de Arquitetura, pude levantar algumas demandas da microrregião que encaminharam-me à escolha da proposta. A maior necessidade apresentada foi a de um espaço de convivência, seguido por áreas para estudar, contudo as entrevistas mostraram, também, a demanda por preservar algumas características existentes no local: deveria ser mantida a paisagem arbórea e a particularidade do terreno de abrigar práticas coletivas (ex: Na Tora; recepção de calouros). Além disso, espaços para relaxar e uma configuração do objeto arquitetônico que proporcionasse maior contato com a natureza foram duas outras requisições.

         O terreno apresenta algumas características de cunho físico e de uso que foram importantes para a decisão do projeto. A área de maior altimetria, próxima ao Restaurante Universitário, proporciona uma interessante visão do Mineirão e do Edifício da Reitoria, além de possibilitar a visão para o oeste, consequentemente, para o pôr do sol (através de uma conversa com uma pedagoga formada na FAE, inclusive, fui informado de que era comum pessoas frequentarem o local a fim de ver o sol se pondo). A presença de pessoas na região varia consideravelmente, apresentando um maior pico durante os horários das principais refeições do dia: café da manhã, almoço e jantar. Em contra partida, após a janta ser servida, o número de pessoas que circulam ali se reduz drasticamente, principalmente pela ausência de atividades no entorno naquele período e pela carência de iluminação.

          Sendo assim, o POC seria um espaço coletivo de observação do céu e horizonte, de estudos autogeridos pela manhã e tarde (exceto em ocasiões específicas, como fenômenos que ocorram pelo dia) e com orientação no período noturno por detentores de saberes do céu e dos astros, que basicamente lecionariam à comunidade e debateriam sobre o universo. A escolha pela atividade ocorreu devido ela possuir um grande potencial agregador de pessoas, motivar o contato do participante com a natureza, além de ser uma prática de caráter noturno, que viabilizaria a movimentação de pessoas na região, em um intervalo de tempo em que o local se encontra ermo. O Ponto ofereceria espaços para convivência, com vista de 360º do campus, e áreas para que alunos desenvolvessem seus estudos em contato mais direto com a natureza. Além disso, existiriam espaços específicos para relaxar e dormir, que à noite tornariam-se, também, acomodações para observar o céu. Possibilitando, dessa forma, um uso rotativo  e atendendo às necessidades apontadas.

TERRENO
Área escolhida para desenvolver o projeto.